15 de agosto de 2007

Desidentidade

Do nada que fiz
sou feito
Em mim recordo
todas as recusas

(chamem-lhe gestos!...)

... outro que não eu
sou esse...

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5 Comentários:

At 16/08/07, 12:18, Blogger Teresa Duraes comentou...

é difícil não ter feito nada. mais facilmente chamaria não aceitação do que fez. por isso diz ser outro...

 
At 25/08/07, 21:51, Anonymous Anónimo comentou...

eu e pedro lopes do site www.luso-poemas.net estamos a pensar fazer uma antologia 100 autores, 100 poemas pela ecopy. Neste projecto cada autor participa com 1 texto. O unico custo que terá é comprar 1 livro, ou seja terá o preço de 12 euros. é um livro que pode estar em qlq loja que qualquer autor arranje para além das muitas lojas onde está presente, pensei em o convidar, se quiser será um prazer:)
resposta para pedro_lopes777@hotmail.com
grande abraço

 
At 05/09/07, 17:01, Blogger APC comentou...

O que não fomos diz-nos muito do que somos.

Brilhante, esta busca da identidade por detrás do espelho, pelo negativo do filme, como que em contra-universo: I = U-nI (somos a diferença entre o que poderíamos ter feito/sido e não fizémos/fomos).

Poético casamento entre filosofia a emoção! :-)

Um abraço.

 
At 07/09/07, 13:04, Blogger Teresa Durães comentou...

(hoje reparei no comentário da apc... e eu que sou de lógica... )

Sócrates (filósofo) ainda não conhecia a imensidão da negação. Nada de acordo, mas qual a importância de uma informática perante os iluminados das áreas das ditas ciências sociais?


:P

 
At 08/10/07, 03:48, Blogger APC comentou...

Lolol Hoje reparei no comentário da Teresa! :-)
[Perdoas-me, Perdido?...]

Não se trata de uma afirmação peremptória, a minha, de uma apologia. Eu elogiava na peça editada aquilo que, da forma como li, me ressaltou essa identificação do si al contrario sensu, ie, pelo que não foi e não fez.
E, no fundo, não podendo, eu mesma, de modo algum, concordar com isso em absoluto (seria por demais racionalista e limitado), até certo ponto até creio que sim: que uma parte genuinamente significativa do que somos reside naquilo que lamentamos não ter sido. Mas enfim... São só deambulações. E foram muito emocionais. A fórmula era para disfarçar! ;-)

Um abraço! :-)

 

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