16 de maio de 2008

PORTUGAL BIPOLAR, OU O CASO MENTAL PORTUGUÊS.

Portugal, como a generalidade dos países, apresenta duas camadas distintas de população: uma minoria, poderosíssima, de ricos; uma maioria derrotada de pobres e de remediados. E tem dois estados mentais correspondentes: da parte da minoria, os acessos maníacos; do lado da maioria, os ataques auto-infligidos de depressão masoquista.


Os grandes e as manias da grandeza

O que de específico se vislumbra no caso mental português é o facto de não termos uma elite, um escol, uma classe elevada de condutores. Temos, a ocupar o seu lugar, os “grandes”: a desaristocracia do desenrascanço bacoco dos patos bravos de todas as áreas e actividades económicas, de financeiros corruptos, de fazedores de opinião e de polidores de todo o género - de esquinas, de corredores em S. Bento e de cadeiras em Bruxelas - e todo um coro de artistas menores. Os grandes, em vez de liderar pessoas ou de governar bancos, repartições ou empresas, governam-se. Desprezam o saber, pois o que conta é a esperteza. Desprezam o povo, porque trabalha e lhe faz a riqueza. Usam títulos, gravatas e relógios de ouro para alardear o sucesso.

A grandeza está instalada em todas as áreas da vida e da sociedade. Para começar, há os grandes portugueses de todas as épocas, telemovelcraticamente eleitos, que dispensam apresentação. São seres idealizados e projectados no Olimpo da memória nacional para que sirvam de modelos aos vindouros.

Cá mais abaixo, em plena vida terrena, encontram-se os grandes talentos capazes dos grandes desafios, das grandes opções, das grandes obras. Destas resultam os grandes almoços e as grandes fortunas. Há as grandes empresas com os seus grandes clientes que geram os grandes negócios. As grandes reportagens revelam os grandes devedores. Há o consumir em grande nas grandes superfícies.

Grandes construções: do Convento de Mafra à Basílica de Fátima. Os estádios, os aeroportos, os TGVs.

Os grandessíssimos filhos da ... vem, depois dos filhos de Algo,

Teve os seus tipos históricos e míticos, como o toureiro, o marialva.

Vasco da Gama descobriu o caminho por mar para a Índia. Foi carregado de honrarias. Teve que voltar à Índia para pôr cobro aos desmandos dos portugueses que por lá andavam.

Há grandes, como a Brites de Almeida, capazes de matar o inimigo à pazada, sem dó nem piedade.

Da literatura: O Conselheiro Acácio, a sã moral e os bons costumes, nossas virtudes pátrias (Eça de Queirós, O Primo Basílio);

Tipos recentes: Spínola, o conspirador aristocrata; Otelo, o plebeu jacobino; Maia, o santo revolucionário.

Tipos actuais: Santana Lopes e Sócrates, Valentim Loureiro e Pinto da Costa, Belmiro de Azevedo e os Opus Dei do Millennium.

Um bom desfecho no decurso da carreira das suas vidas é ter uma curta foto-biografia numa revista semanal. De pequenino já se revelara a esperteza. Batia o pé com toda a força da sua birra até a mãe lhe fazer as vontades. Na escola tinha as melhores notas porque sentava-se sempre ao pé do colega mais inteligente da turma, de quem copiava. Leu novelas de heróis e cavaleiros, vidas de santos e sábios, conviveu com pessoas instaladas, quis ser alguém, sonhou.

O estado mental português típico dos grandes caracteriza-se pela tendência a sobrevalorizar-se acompanhada com desprezo e agressividade para com a maioria deprimida. “Com papas e bolos se enganam os tolos”. A sua determinação existencial leva-o ao postulado tautológico, “Eu sou eu, não preciso de ninguém”, à perda de amor e ao desprezo pelo próximo.

Para compreender esta peça não há como observar-lhe a agitação psico-motora no seu habitat natural, a autoestrada. Pelo espelho retrovisor torna-se visível a sua rápida aproximação: carro com arcaboiço robusto e ferronho severo, máximos projectados no horizonte alcatrão parecem olhares assassinos, óculos escuros de marca escura, telemóvel na mão pronto a disparar e o resto não vês porque, ultrapassando-te, pela esquerda ou pela direita, lá vai, a gesticular furiosamente, vencendo barreiras, contornando gente inútil.

e a correr riscos incalculados. Controlo omnipotente. Euforia momentânea. Fantasias omnipotentes. O triunfo. A fuga para a frente. O progresso ilimitado. Os homens sem sono.

O seu pequeno vício é o apego ao tabaco. As autoestradas mentais. Produtividade e consumo. Ética puritana e protestante do trabalho. A contabilidade criativa. Consumismo, lucro e desperdício.

Fuga aos impostos. Abandono dos cargos e fuga para a Europa.

Autarquias. EDPs e PTs.

De como os grandes gostam dos pequenos: o caso Casa Pia.

A arraia miúda e o triste faduncho

Em 1147, matança indiscriminada da população de Lisboa após um cerco de meses pelos cruzados. Lisboa era uma cidade saudável, pacífica e religiosamente tolerante na convivência entre mouros, cristãos (moçárabes) e judeus. Os cruzados eram bandos de arruaceiros provenientes de duas tribos: os ibéricos, chefiados por Afonso, um senhor da guerra sem escrúpulos nem palavra, que quebrara os laços de vassalagem à condessa de Portucale, sua mãe; os nórdicos, de Darmouth, cerca de 13 mil homens falando várias línguas movidos pelo apelo do papa à 2ª cruzada. Depois da queda da cidade, a peste abateu-se sobre a população de Lisboa, dizimou milhares de moçárabes e muçulmanos e foi vista pelos cruzados como um castigo divino. Em 1348 a Peste Negra despacha metade da população.

Em 1383, João, um filho bastardo do rei falecido assassina o amante e conselheiro de Leonor, a rainha regente. Foi quanto bastou para a arraia miúda de Lisboa o consagrar “defensor do povo” e se lançar na Revolução. Um novo Portugal é fundado neste ano pela legitimidade popular, opondo-se ao Portugal da legitimidade senhorial católica e medieval, dos senhores do Norte, da linhagem do conde borgonhês.

Com a tomada de Ceuta em 1415 inicia-se a conquista do Norte de África e o projecto de contornar pelas costas o império muçulmano pela costa africana até ao extremo Oriente na Ásia. Desastre de Tânger em 1437, D. Fernando e D. Henrique, oposição de D. Duarte e D. Pedro. Batalha de Alfarrobeira em 1449 D.Afonso V, a facção palaciana e senhorial contra D. Pedro e o projecto moderno de centralização régia. D. João II e o Império. A oposição das classes altas ( Cortes de Montemor-o-Novo de 1495) a favor da manutenção dos territórios de além-mar.

No século XVI dá-se o aparecimento de vários prodígios designadamente o da santa inquisição. Em Lisboa são criadas as grandes Casas Portuguesas de comércio cujos lucros são reinvestidos na edificação, entre outros, do Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Forte de S. Julião da Barra, Terreiro do Paço, Palácio Real, Arsenal, hospital de Todos-os-Santos. Há escravos para trabalhar e o pagode vive à tripa forra, aristocracia, burguesia e gente miúda incluída. É o século do luxo português. O fundamentalismo cristão faz a perseguição dos cristãos novos expropriando a propriedade e a riqueza dos que nao mata pela fogueira. Em 1569, a peste dizima um terço da população. Em 1578, o “sangue puro”, antigo e nortenho arrasta o país, num renascer do sonho de um império territorial, para a aventura de Alcácer Quibir.

Século XVII, domínio dos Filipes, declínio económico, miséria e criminalidade. Lisboa é a cidade mais perigosa em todo o mundo conhecido. A burguesia mercantil de Lisboa e alguma nobreza incitam o Duque de Bragança a tomar as rédeas da governação. Após a Restauração, o País é invadido pelo ouro do Brasil. Parte da população ociosa professa numa ordem religiosa, as mentalidades são cerceadas pela Inquisição. Construções faraónicas, corrupção, desperdício, miséria. Lisboa é reputada no estrangeiro como uma cidade suja.

1755, dia de Todos-os-santos. Durante cerca de um minuto a terra treme. Um tsunami vindo do Atlântico varre a parte baixa de Lisboa junto ao Tejo. A alta é destruída pelo fogo provocado pelos milhares de velas a arderem nas inúmeras igrejas em festa. Depois, é enterrar os mortos e cuidar dos vivos.

A era de reconstrução, progresso e prosperidade de Pombal é interrompida pela “viradeira”, movimento retrógado sob o ceptro de Maria de Portugal que conduz à demissão do 1º Ministro e ao retorno da crise e da miséria. A criminalidade leva a Pina Manique e ao retorno à perseguição religiosa e política.

Em 1807 os franceses entram em Lisboa, a coroa e os nobres metem o rabo entre as pernas e fogem para o Brasil. Expulsos os franceses, colonialismo inglês em Lisboa e no Porto. Os nortenhos rebelam-se.

A revolução de Julho de 1830, cartistas e legitimistas. Subprodução agrícola, crise industrial e urbana, desemprego e alta do custo de vida, descontentamento da burguesia.

Em 1846, revolta popular contra o governo de Costa Cabral. Promoveu o governo de Cabral um conjunto de reformas no domínio fiscal, no registo da propriedade e das práticas funerárias, hoje consideradas absolutamente “normais”, mas que, na altura, caíram mal no povo e mexeram em muitos privilégios e “direitos adquiridos”. O povo miúdo do Norte pressionado pelo fanatismo religioso, alguns reaccionários e miguelistas desejosos de retorno ao absolutismo. Maria Angelina da Fontearcada. Insurreição e tumultos generalizados ao País. Guerra civil até 1847, a Guerra da Patuleia.

Revolução liberal e República. Hostilidade monárquica e católica, terrorismo operário, divisões no seio dos republicanos, crise económica e política. Tomada do poder pela direita ultramontana. Estado Novo. Paz dos cemitérios, emigração em massa e guerra colonial.

Em 1974, o “25 de Abril” foi um fenómeno de euforia de massas: o alvorecer na noite negra do fascismo, a libertação do escravo agrilhoado, a erupção da força colectiva como a fé capaz de erguer montanhas, a promessa do homem novo, a igualdade perante a lei, a justiça social, a fraternidade universal. Eleições livres, partidos políticos, fim da guerra de opressão, descolonização; imprensa livre, liberdade de expressão e de associação; protecção social, combate à pobreza e ao analfabetismo; reforma agrária, luta da produção, estímulo ao empreendedorismo e criação de empregos.

Passados, 34 anos, pobreza generalizada, distanciação das classes sociais, despedimentos em massa:

De acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, ao longo de 2007 foram apoiadas com produtos 1542 instituições, que concederam ajuda alimentar a mais de 232 mil pessoas comprovadamente carenciadas.

A Yazaki Saltano anunciou hoje o despedimento de 400 trabalhadores da unidade de Gaia até ao final do mês, na sequência do fim da produção de uma componente para o sector automóvel, conhecida por M59.”

“A multinacional norte-americana Delphi vai encerrar a unidade de produção de Ponte de Sor (Portalegre) no primeiro trimestre de 2009, arrastando para o desemprego mais de 500 trabalhadores, disse hoje à agência Lusa fonte sindical.”

Não sendo historiador, não pretendo com esta resenha outra coisa senão pôr a história de Portugal em perfil. E o que se vê de perfil? Em primeiro lugar, um cíclico retorno ao mesmo, alternando períodos de riqueza e desperdício com períodos de extrema pobreza e de acentuação dos privilégios de casta.

Quando se instala o sentimento de perda, advém o luto. É uma experiência assustadora que desorganiza, em termos individuais e colectivos. Eu, o culpado.

A incapacidade de determinação existencial leva-o ao postulado contraditório: “Eu sou ninguém, preciso de todos”, à perda de amor-próprio e ao auto-desprezo.

a) Tristeza, fado.

Caracteriza-se o fado pela presença de duas guitarras, a clássica e a portuguesa e a presença exclusiva de um vocalista. No caso da desgarrada, o fado é a despique entre dois fadistas.

O fado transmite tristeza chã, caída na desilusão e o ressurgir da esperança. Saudade, nostalgia, saúde e quotidiano problematizados.

Como a vida do povoléu anda sobre brasas, é sobre brasas que ele prepara o suprimento da vida: bacalhau assado com batatas a murro ou sardinha assada e salada com pimentos.

b) Substituição do objecto perdido, futebol.

O Portugal dos pequeninos não aprecia os espectáculos violentos, como o boxe, as touradas. Porquê dar porrada num desgraçado se posso dar chutos numa bola? Os grandes atletas são os homens do futebol. Peyroteo, Azevedo , Matateu ou Eusébio.

Gente extraída da vida dura e de corpo robusto pode ter sucesso no futebol. Afinal nem é preciso andar na escola. Joga-se sem se saber ler nem escrever.

Portugal o patinho feio, o único patinho preto da Europa. O que falta para Portugal se tornar de facto um país europeu? Ganhar o Europeu.

c) Perdas sucessivas, Fátima

Fátima: a peregrinação a pé, o pagamento de promessas, procissão das velas, eucaristia de encerramento e o lencinho para a procissão do Adeus à Virgem.

A mensagem de Fátima sublinha os seguintes pontos:

- A conversão permanente, a metanoia, a mutação mental, o retorno à mentalidade medieval e ultramontana;

- A oração e nomeadamente o rosário, a obsessiva repetição do mesmo, a hipnose auto-induzida;

- O sentido da responsabilidade colectiva, desde o pecado original até ao materialismo e modernismo contemporâneos e a prática da reparação pelas ofensas cometidas ou por cometer.

“Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.” (Memórias da Irmã Lúcia, 13 de Maio de 1907)

Os portugueses são um povo de causas, guerras dos pobres: a causa timorense.

O terceiro excluído: a classe média e os brandos costumes

A classe média sustentou a queda do antigo regime, em Abril, e apoiou o novo regime. O qual, actualmente, se esforça por fazer desaparecer a classe média e alargar o fosso entre grandes e pequenos. Os brandos costumes andam a monte.

Lisboa e o País, outras vez sujos e esfarrapados. Vistos do Norte, cidade e País são ingovernáveis. Fechados nas suas torres de marfim arrepiam-se de ver África tão perto.

Este conjunto de apontamentos constitui o registo de uma experiência mental transcorrida entre Santarém e Lisboa em condução activa. Daí o seu carácter lacunar, nuns pontos, e o seu ar desleixado noutros.

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8 Comentários:

At 17/05/08, 21:46, Blogger poetaeusou . . . comentou...

*
a maçonaria,
está sempre isenta ???
,
saudações
,
*

 
At 19/05/08, 12:24, Blogger Teresa Durães comentou...

um povo conquistado e subjugado durante séculos. ~como poderia ter amor-próprio?

 
At 19/05/08, 17:05, Blogger dona tela comentou...

Iiihhh o que o Senhor sabe!!!
Até sinto acanhamento de o convidar para visitar o meu blog. Mas olhe, isto muito à portuguesa, quem dá o que tem a mais não é obrigado, não é?
Eu sou uma pessoa simples, inculta, gosto muito de centros comerciais e de telenovelas brasileiras. Pronto, não estou aqui para enganar ninguém.
Se uma pessoa tão bem falante como o Senhor me der a honra de uma visita, eu ficarei muito orgulhosa.

Até mais ver, Senhor Perdido.

 
At 22/05/08, 12:35, Blogger Perdido comentou...

poetaeusou...

Não sei a que te referes, poeta, mas não está ninguém isento, se percebi bem a insinuação. Não está a maçonaria, não estão os rosa-cruz, não estão os templários nem nenhuma das forças subterrâneas a operarem pela dominação e o extermínio da espécie, aqui ou noutros lugares. Fiquemo-nos por enquanto pelas cocaínas do povo, aos outros lá iremos. a seu tempo...

teresa durães

Vários povos conquistados e subjugados durante séculos. Sem terem para onde fugir, foi preciso esperar pelos Descobrimentos para cavar para o Brasil, para África ou o Oriente. Continuam a cavar. De próprio nada têm, a não ser a pomada para ouvir fado ou assistir à bola, ou a pomada metafísica com que os seres do outro mundo prometem aliviar as nossas dores.

Falta cumprir Portugal.

dona tela

Não sei se és Dona Tela ou Dona Telo. Hesitei entre pintor, cágado e cinéfilo. Podias bem ser Dona Telo já que és agricultor do Afeganistão. Que mania a dos cibertravestis!

Não tenha acanhamento porque eu também não sou uma pessoa simples, inculta, nem gosto muito de centros comerciais nem de telenovelas brasileiras ou de outros lugares. Se quisesse enganar alguém seria político, vendedor ou missionário.

Tive muito gosto em a visitar no seu blogue, onde pude apreciar que gosta de falar com gatos, à partida uma singularidade que promete uma boa relação futura. Em rigor não tive tempo para o ler com atenção, mas lá regressarei para deixar os comentários que entenda, pertinentes ou não. Por isso vou acrescentá-lo no meu rol dos sítios que visito.

Quanto ao que eu sei e ao ser bem falante prefiro, com algum preciosismo, ser considerado muito curioso e bem falador.

Quanto ao tratamento por Senhor, eu sei que já sou entradote mas prefiro o tratamento igualitário por tu.

Maria e
Filipe

Faço o recomentário no Multiply

 
At 24/05/08, 16:53, Blogger Perdido comentou...

mariacarvalhosa said
"[...]Gostei de te ler e, desgraçadamente, concordo...[...]"

Nas coisas bonitas que me dizes traduzes o afecto que é gostar de me ler. As outras virtudes supostamente existentes na minha escrita - "assertiva", "autêntica", "leitura escorreita", sem lacunas nem desleixos - são acrescentos de valor de isenção duvidosa. Mas que me deixam vaidoso!

E desgraçadamente concordas, espantosa mudança de cor e tonalidade! Abandonas o registo sereno do observador crítico e, abruptamente, deixas cair o cenário da tragédia que tu própria protagonizas. "Concordo", sujeição irremediável ao supremo destino incontornável.

Gostei. E gostei sobretudo da maneira como dizes as coisas. Que importa não ser verdade, se é bonito?

 
At 24/05/08, 16:56, Blogger Perdido comentou...

filipeantunes said
" [...] Reli o texto para o digerir [...]"

É assim que as coisas devem ser: slow food.

1º. Os géneros não devem ser objecto de cultura forçada
2º. A preparação das refeições deve ser cuidada e meticulosa e merecer o máximo tempo requerido para a sua confecção
3º. A refeição deve ocorrer no espaço adequado, com o tempo e a companhia desejáveis, devendo o consumo dos alimentos ser feito lentamente e com uma boa e demorada mastigação.

O teu comentário revela que tens as condições necessárias para viver uma vida saudável.

Desta vez foi com a companhia da Maria.

De qualquer modo, também estive presente. De que me orgulho.

 
At 24/05/08, 16:58, Blogger Perdido comentou...

marcosloku said
" [...] do outro lado atlântico [...]"

O Atlântico é o mare nostrum da Portugalidade: Brasileiros e Lusos nas margens do mesmo lago.

Há o domínio e a extorsão das riquezas em proveito próprio e do seu séquito. Fosse apenas isso, dir-se-ia estarmos perante um caso de "luta pela sobrevivência do mais forte", luta fratricida pela posse dos recursos e pela imposição de uma hierarquia social. Fosse esse o caso, teríamos concomitantemente a "luta pela sobrevivência do mais fraco". Lutas que se equivaleriam gerando um equilíbrio instável, como o de uma pequena embarcação no mar encapelado. A isso se chamou a "luta de classes".

Mas estamos perante uma contenda maior: a luta dos grandes contra os fracos em que já não se pretende a dominação mas sim o extermínio. A arrogância e a mania contra a vergonha e a depressão. Extermínio de gentes, mas também de estados e nações. África está-lhes na mira. Um a um vão tombando os países onde os estados já eram impossíveis: Ruanda, Congo, Quénia, Serra Leoa, Sudão, Zimbábue, África do Sul, Darfur. Mais a Norte e a Leste, a destruição de nações e a criação de estados fantoches espalha-se desde o mar vermelho às terras babilónicas. A dita América Latina idem. Não me digam que não há um Desígnio Inteligente por detrás deste cenário de devastação e genocídio. O que há em comum nestas situações? O saque de matérias primas e de espaço e a eliminação de gente excedentária, da escória da humanidade.

Agora não é necessária mais mão de obra, a automatização do trabalho suprirá todas as necessidades de intervenção humana. O gado espúrio será eliminado pelo aumento dos preços dos géneros alimentícios e pandemias consequentes à Fome.

Este Planeta será apenas um último estágio antes de O Povo Eleito dar o salto para as estrelas.

Como sou um optimista empedernido, tenho esperança que as contas lhes saiam trocadas.

 
At 10/06/08, 19:39, Blogger golden comentou...

Caríssimo amigo,
interessante este seu resumo.

Mas, um resumo sem alusão ao regicídio!!!

Sem alusão ao assassínio do
último Rei de Portugal !


Importante, creio eu,
muito importante.

(já que mais não seja,

no seu ponto de vista,

pela anulação de um simbolo, um simbolo importante, para Portugal, desde o séc XII. Você próprio fala na 'restauração').

Lapso de memória?
Então, permita-me que lhe recorde esse facto.

 

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