14 de março de 2006

Génese, cap. 2

[Esta mensagem for removida pelo Administrador do blogue]

Etiquetas: ,

3 Comentários:

At 26/03/06, 03:14, Blogger susana comentou...

Rui, Perdido, Encontrado,

Dediquei parte da noite passada e princício deste dia na visita ao teu blog. Porque no entretanto, da passagem de um dia para o outro, fui buscar a minha filha a uma festa de anos, por enquanto ainda em casa da menina aniversariante.´

Entrei neste texto para comentar "o teu blog".

Os teus textos requerem um tempo especial de leitura. São muito ricos e por isso muito densos.

Talvez alguns deles não sejam para pessoas como eu, pela filosofia, pelas referências científicas (biologia), pelos rebuscados vocábulos. Esses textos tenho de os reler para os tentar compreender.


Outros tenho de os reler porque são poesia.
Tenho de saborear cada palavra com o tempo que cada uma exige para que seja reconhecida. Depois tenho de sentir o conjunto de todos os sabores...

Ainda há os outros que são polémicos, à tua boa maneira de contrariar o que está dito ou simplesmente de acrescentar algo mais, aquilo que os outros julgam ter concluído.

Escreves com uma fluidez e com um clareza que quase me inibe comentar. És brilhante!

 
At 26/03/06, 03:15, Blogger susana comentou...

Rui, Perdido, Encontrado,

Dediquei parte da noite passada e princício deste dia na visita ao teu blog. Porque no entretanto, da passagem de um dia para o outro, fui buscar a minha filha a uma festa de anos, por enquanto ainda em casa da menina aniversariante.´

Entrei neste texto para comentar "o teu blog".

Os teus textos requerem um tempo especial de leitura. São muito ricos e por isso muito densos.

Talvez alguns deles não sejam para pessoas como eu, pela filosofia, pelas referências científicas (biologia), pelos rebuscados vocábulos. Esses textos tenho de os reler para os tentar compreender.


Outros tenho de os reler porque são poesia.
Tenho de saborear cada palavra com o tempo que cada uma exige para que seja reconhecida. Depois tenho de sentir o conjunto de todos os sabores...

Ainda há os outros que são polémicos, à tua boa maneira de contrariar o que está dito ou simplesmente de acrescentar algo mais, aquilo que os outros julgam ter concluído.

Escreves com uma fluidez e com um clareza que quase me inibe comentar. És brilhante!

 
At 03/04/06, 22:55, Blogger Perdido comentou...

Teço as palavras como a areia tece a teia, para atrair. Há prazer em escrever, como há prazer em ser lido. E, se a vítima tentar, enlaça-a a teia. Então a vítima é enredada e escreve. E sente o prazer de escrever, bem como o prazer de ser lida. E tece-se o jogo da conivência: não mais jogos solitários, como o acto divino da criação. É a colheita do pomo da árvore da palavra e da escrita que resulta da tentação. A tentação é o ensaio. Poucos ousam tentar pois receiam tornar-se como os deuses.

Quando eras pequenina, in-fante, não falavas. Cresceste, adquiriste o dom da fala e introduziste a mentira no teu quotidiano. A palavra permite o fingimento, a ficção. O que dizes ou escreves não enuncia uma verdade. Apenas construíste um mundo novo possível. E as possibilidades vão até onde forem as combinatórias da linguagem.

A fala é fugaz, a escrita perene. Por isso, quando falas a fruição do momento é irrepetível. A escrita permite a revisita para "saborear cada palavra com o tempo que cada uma exige". Não poderia esperar outro comentário de uma pessoa tão sensível como tu que muito admiro e estimo. A entrada da palavra no fabuloso mundo da culinária tem o seu equivalente à entrada da culinária no mundo da poesia. Tudo de questão de sabores: saber e saborear!

Para ser um verdadeiro prazer, a escrita deve ser partilhada, um acto solidário como qualquer outra forma de amor... ou de tentação.

O espaço é de amigos e o tempo é de amizade. Obrigado por teres tentado. Agora, vê lá, não te inibas: comenta, interfere, polemiza. O que é um comentário? O que é comentar?

A segunda parte da palavra, "mentário", tanto pode referir-se a "mente (espírito)","mentir" ou "memorar (lembrar)" e tudo isso se aplica à escrita. A primeira parte, "com", inequivocamente aponta para a interacção participativa, a comunhão. Seja a comunhão dos espíritos, a comunhão na mentira ou a comunhão na lembrança.

Comenta sempre!

 

Enviar um comentário

<< Página inicial